domingo, 30 de agosto de 2009

Escrita Automática

O texto abaixo trata-se de uma redação à quatro mãos feita como ensaio à enredo de história tendo como desenvolvimento a escrita automática.
Foi editado para nivelar o contexto e poder ser publicado.
Alunos: Lívia, Rafael, Wanessa e Vera

Matéria: Linguagem Verbal Midiática
Edição final: Vera Lucia Pereira – R.A 09070025
Prof(a). Miriam – Design Gráfico


Retrato Mutilado

eia-noite. Ela atravessa a rua. Chove. É quando ouve passos atrás de si. Aperta com força o pacote em seus braços e de repente, o ritmo dos passos aumenta, ela começa a correr. A moça ouve seu nome ser gritado, a voz era desconhecida, seu terror aumenta. Ela está em desespero.
Mais adiante entra em uma porta aberta, nem sabe onde está, parece uma casa abandonada, quase em ruínas. A pessoa que a segue já não segue mais. A moça suspira aliviada.
“- Consegui despistá-lo.” – Ela pensa. De repente ela se dá conta que está numa casa de família. Mobília aconchegante, muitos porta-retratos. Eis que algo atrai sua atenção...
Em um dos porta-retratos há uma foto com várias pessoas, porém nenhuma delas tem rosto, todos os rostos estavam recortados, e o mais estranho, no meio de tantos retratos, apenas aquele com tantas pessoas estava recortado. Havia um mistério naquela casa.
A moça se afasta da parede, tentando ver melhor todos os retratos e bate em algo atrás de si, assusta-se, mas suspira aliviada, tratava-se apenas de uma mesa. A garota encaminha-se para a porta principal da casa, a mesma pela qual entrou, porém agora estava fechada, ela tenta, mas não consegue abri-la. Seu coração dispara. Quem havia fechado? O medo toma conta de seu coração. Ela tenta achar outra saída, sobe as escada, e nada.
A moça apavorada retorna à porta, faz força e consegue abrir de supetão, do outro lado encontra-se um homem bem agasalhado, com capa de chuva e que se parecia muito com o homem que a seguia, seu susto foi tão grande que quase desmaiou. O homem puxa o capuz e ela reconhece, era apenas seu vizinho, o Seu Augusto.
Ele explicou-lhe que havia visto ela na rua e ficou preocupado, pois chovia muito forte e ela estava desprevenida, ele queria apenas perguntar se havia acontecido algo e se precisava de ajuda. A moça se sentiu aliviada e percebeu que não o tinha reconhecido naquelas roupas e sua voz estava mais rouca.
Sentindo-se mais segura pergunta ao seu novo protetor de quem era aquela casa que eles estavam, ele responde que há muitos anos é de sua família. A moça se dá ao luxo de ser curiosa, e pergunta o porquê do retrato mutilado. Ele olha aparvalhado para os quadros como se não tivesse reparado naquilo antes.
Ela se sente novamente confusa, uma lembrança recente invade seus pensamentos. Conversas entre vizinhas e que ela sem querer escutou enquanto trancava o portão de sua casa há pelo menos dois meses atrás:
“Você ficou sabendo quem morreu hoje? O Seu Augusto daqui da casa azul. Assalto, minha filha! Foi chocante, arrancaram-lhe a cabeça fora.”
Suas pernas parecem não agüentar o próprio corpo e ela cai. Augusto olha para a moça sem entender. Qual o problema com aquela garota? – Augusto tinha muito carinho por ela, havia visto crescer, ainda lembra quando ela e outras crianças jogavam queimada em frente à sua casa.
Ela tinha diante de si um fantasma, um espírito sem descanso. O ar lhe falta. O coração parece que irá parar.
A moça se desespera, abre o pacote que traz consigo e retira uma bombinha para aliviar sua crise de asma. Porém não é suficiente. Seus pulmões não conseguem encher-se mais de ar...
Manchete nos jornais do dia seguinte:
“Moça é encontrada morta em casa abandonada.”

Um comentário:

Katia Mota disse...

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