segunda-feira, 5 de maio de 2014

O Tempo me dizendo verdades

No olho do Tempo me perdi...
Seu olhar me diz: _ Como envelheceu menina!
Isso apesar das bocas simpáticas dizerem o contrário.
Mas, a sinceridade do Tempo me toca muito mais, e eu o provoco a dizer mais sinceridades que machucam:
_ Onde? - Meus olhos são os mesmos, meu sorriso ainda é de menina e hoje, muito mais que ontem canto e brinco com meus filhos!
O Tempo ri.
Sarcasmo sempre foi o ponto mais forte do Tempo...
_ Menina tola. Envelheces na alma, o sofrimento está além daquilo que tentas esconder com a rotina, muito além daquilo que tentas suprimir na alma.
Penso.
Penso.
Logo desisto!
O Tempo tem razão. Preciso de algo que nutra minha alma, ela está caidinha, pobrezinha e desnutrida.
Uma lágrima cai.
...
O Tempo tem razão, bosta!

terça-feira, 29 de abril de 2014

... Espaços ...

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Gosto de espaços.
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Eles nos permitem refletir, manter o foco e mudar o rumo, sem perder a dignidade. Pense bem, escrevi postagens neste blog, bem pessoais (porque sou assim. impulsiva), Acho um absurdo deletar postagem que mencionam um antigo amor, mesmo que hoje minha opinião seja completamente outra. Qual o sentido de escrevermos nossa vida se não para lembrarmos da forma como agimos ou pensamos?
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Para isso existem os espaços.
Para que eles justifiquem nossa guinada, nossa mudança de rota dentro de nossas cabeças.
Os espaços são autoexplicativos.
Em meu espaço-tempo neste blog, Os espaços significam que:
Já casei;
Já separei;
Já perdi pessoas do meu coração;
Já amei novamente, muito;
Já houve nascimento;
Já houve nascimento(2);
Já separei(2);
Já odiei;
Já perdoei;
Já amei muito brevemente;
Já desisti de procurar amor (apenas aguardo...)...

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Espaço !


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Procuro meu espaço.


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Gosto de espaços!

Carpe Diem

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Aniversário

Aniversário é uma data estranha, acho que muito mais do que as viradas de ano, me leva a fazer um balanço da minha vida, não só aquilo que não realizei em 365 dias mas em 13505.

Prato da Balança Esquerda 

  • Separações (a que doeu mais foi a da Didi)
  • Brigas (principalmente por dinheiro e constantemente por respeito);
  • Ligações Nocivas;
  • Freios puxados.

Prato da Balança Direita

  • Didi (meu anjo);
  • Sid;
  • Maria;
  • Caio;
  • Gato Laranja;
  • Agente de Saúde (saudade!);
  • Santos (adoro);
Mas é importante olhar para frente, e, aproveitando que o ano mal começou...
...renascer.


Carpe Diem

domingo, 15 de maio de 2011

De volta a ativa até quando minha rotina quiser

Separei.
Namorei.
Fiquei muito feliz.
Entristeci.
Sofri.
Saí de cena. Sindrome do pânico. Depressão.
Desesperei-me.
Morri pois perdi um pedaço essencial de mim.
Sofri dores de parto.
Renasci.
Virei a mulher mais feliz do mundo.
Mesmo que hoje ache que nunca serei feliz como antes da morte dela.
Hoje moro em Santos, trabalho desenhando motivos infantis bem alegres em creches para espantar a tristeza do meu coração.
Amo meu marido.
Amo o Sid (meu filhinho de sete anos), amo a Maria Cecília Linx(minha fofa de quatro meses), amo minha enteadinha Ana Maria Linx e amo minha mãe e meus irmãos.
Já amei muito mais gente, hoje estou mais seletiva amo quem realmente merece meu amor.
mas tento amar Jesus abandonado, dizem que é um Amor mais pleno, muito mais dificil de se entregar e entender.

Tchau
Carpe Diem.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Por que escrevo?

Blog meio abandonado, meio solitário.
Quando é assim eu resolvo voltar a falar sobre mim. É o ensaio para uma retomada.
Eu tenho uma aura meio narcisista, um pouco mais exacerbada que o normal do ser humano.
Tento manter sobre controle, mas é uma avalanche que me toma de surpresa, um monstro que me assalta nos momentos de tédio, depressão. Vontade de crer que pelo menos para alguém eu sou compreendida, mesmo que esse alguém seja eu mesma.
Porém prefiro falar sempre de meus defeitos e raramente das minhas qualidades por medo de ser arrogante, ou pior, medo de fazer uma leitura pessoal superestimada.
Agora, o que eu gosto mesmo é falar de minhas vontades.
É como prever um futuro cheio de prazeres e sonhos realizados e ainda assim consciente que é só desejo de mudança.
Adoro mudanças.
Odeio rotina.

Carpe Diem

domingo, 20 de setembro de 2009

Meu sentido de poético

Só quem morreu na fogueira sabe o que é ser carvão.

Deu-me vontade de escrever algo transgressor, que incomode alguns, mas que principalmente me incomode. Sim, pois também me choco as vezes quando escrevo com liberdade e num rompante de coragem resolvo publicar no meu blog.

Depois de uma palestra muito boa de linguagem poética com as prof(as). Miriam e Luisa Paraguai, resolvi escrever algo poético.

Para vocês entenderem leiam antes minhas anotações da palestra no blog DSGN Uniso.

Não me responsabilizo pelas sensações causadas, ein!?
Afinal, o poético não precisa ser belo. O desconforto também é um objetivo da linguagem poética.


Imaterial

Quero transar com um poeta.
Entregar-me a quem possa exprimir
com as palavras dos olhos,
com as frases dos beijos,
aquilo que os sentimentos só sabem sentir.

Quero fazer amor com um fotógrafo.
Que seus olhos registrem momentos que na mente comum
se apaga como um sopro.
Somem no silêncio do tempo.
Um tempo que não perdoa ser algum.

Quero que um ilustrador me ame.
Que seus traços cômicos resgatem meu riso.
Que nossas conversas depois do desejo
Virem frases da charge da vida e que
Não deixe passar a graça desse momento rico.

Quero um mágico em meus sonhos.
Daqueles que com capa e cartola
que mexem com o meu imaginário,
em que sou a assistente confiante
num espetáculo a dois, solitários.

Quero ser a inspiração de um pintor.
Invejo sua sensibilidade com a aquarela
em poder transmitir beleza e luz
de nossos corpos em êxtase, de nossa pele arrepiada
Sob aquela claridade tênue que transpõe nossa janela.

Quero neste poema, sugerir novos olhares
Que meu amor seja em tudo
aqueles que olham com calma,
que expõe seus sentimentos em beleza,
que conseguem trazer para o material
o que só o imaterial seduz a alma.


Beijos
Carpe Diem

domingo, 30 de agosto de 2009

Escrita Automática

O texto abaixo trata-se de uma redação à quatro mãos feita como ensaio à enredo de história tendo como desenvolvimento a escrita automática.
Foi editado para nivelar o contexto e poder ser publicado.
Alunos: Lívia, Rafael, Wanessa e Vera

Matéria: Linguagem Verbal Midiática
Edição final: Vera Lucia Pereira – R.A 09070025
Prof(a). Miriam – Design Gráfico


Retrato Mutilado

eia-noite. Ela atravessa a rua. Chove. É quando ouve passos atrás de si. Aperta com força o pacote em seus braços e de repente, o ritmo dos passos aumenta, ela começa a correr. A moça ouve seu nome ser gritado, a voz era desconhecida, seu terror aumenta. Ela está em desespero.
Mais adiante entra em uma porta aberta, nem sabe onde está, parece uma casa abandonada, quase em ruínas. A pessoa que a segue já não segue mais. A moça suspira aliviada.
“- Consegui despistá-lo.” – Ela pensa. De repente ela se dá conta que está numa casa de família. Mobília aconchegante, muitos porta-retratos. Eis que algo atrai sua atenção...
Em um dos porta-retratos há uma foto com várias pessoas, porém nenhuma delas tem rosto, todos os rostos estavam recortados, e o mais estranho, no meio de tantos retratos, apenas aquele com tantas pessoas estava recortado. Havia um mistério naquela casa.
A moça se afasta da parede, tentando ver melhor todos os retratos e bate em algo atrás de si, assusta-se, mas suspira aliviada, tratava-se apenas de uma mesa. A garota encaminha-se para a porta principal da casa, a mesma pela qual entrou, porém agora estava fechada, ela tenta, mas não consegue abri-la. Seu coração dispara. Quem havia fechado? O medo toma conta de seu coração. Ela tenta achar outra saída, sobe as escada, e nada.
A moça apavorada retorna à porta, faz força e consegue abrir de supetão, do outro lado encontra-se um homem bem agasalhado, com capa de chuva e que se parecia muito com o homem que a seguia, seu susto foi tão grande que quase desmaiou. O homem puxa o capuz e ela reconhece, era apenas seu vizinho, o Seu Augusto.
Ele explicou-lhe que havia visto ela na rua e ficou preocupado, pois chovia muito forte e ela estava desprevenida, ele queria apenas perguntar se havia acontecido algo e se precisava de ajuda. A moça se sentiu aliviada e percebeu que não o tinha reconhecido naquelas roupas e sua voz estava mais rouca.
Sentindo-se mais segura pergunta ao seu novo protetor de quem era aquela casa que eles estavam, ele responde que há muitos anos é de sua família. A moça se dá ao luxo de ser curiosa, e pergunta o porquê do retrato mutilado. Ele olha aparvalhado para os quadros como se não tivesse reparado naquilo antes.
Ela se sente novamente confusa, uma lembrança recente invade seus pensamentos. Conversas entre vizinhas e que ela sem querer escutou enquanto trancava o portão de sua casa há pelo menos dois meses atrás:
“Você ficou sabendo quem morreu hoje? O Seu Augusto daqui da casa azul. Assalto, minha filha! Foi chocante, arrancaram-lhe a cabeça fora.”
Suas pernas parecem não agüentar o próprio corpo e ela cai. Augusto olha para a moça sem entender. Qual o problema com aquela garota? – Augusto tinha muito carinho por ela, havia visto crescer, ainda lembra quando ela e outras crianças jogavam queimada em frente à sua casa.
Ela tinha diante de si um fantasma, um espírito sem descanso. O ar lhe falta. O coração parece que irá parar.
A moça se desespera, abre o pacote que traz consigo e retira uma bombinha para aliviar sua crise de asma. Porém não é suficiente. Seus pulmões não conseguem encher-se mais de ar...
Manchete nos jornais do dia seguinte:
“Moça é encontrada morta em casa abandonada.”